quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
NOVO CURSO
Curso de produção voltado para músicos iniciantes e profissionais e para produtores culturais iniciantes, ministrado pela musicista e produtora Alessandra Leão, com assessoria da produtora Jô Maria.Nas aulas, serão abordados temas como: organização interna, planejamento, leis de incentivo, elaboração de projetos,entre outros assuntos.
Período: de 14 a 18 de janeiro 2008
Local: CAC - Centro de Artes da UFPE Horário: das 14hs as 16hs
Investimento: R$60,00
Inscrições abertas!!!
55 81 9244 9612 / 9195 2181
vitroproducoes@yahoo.com.br / dois.cordoes@gmail.com
Xambá recebe título de quilombo urbano do Nordeste

Mylene Bárbara
08h17 - 26/12/2007
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
POLÍTICA CULTURAL
Publicado em 20.12.2007
Gastos públicos com setor cresceram, mas ainda são poucos. Pernambuco está em 5º lugar na lista dos que mais investem no Nordeste
De agências
Apenas 0,20% dos gastos públicos do País foi aplicado no setor cultural em 2005, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo Sistema de Informações e Indicadores Culturais 2003-2005, divulgado na última terça-feira, mostra que as despesas com cultura dos governos municipais, estaduais e federal aumentaram de R$ 2,4 bilhões para R$ 3,1 bilhões no período, mas a participação no total de gastos ficou no mesmo patamar de 2003 (0,19%).
Uma análise consolidada dos gastos públicos alocados no setor cultural mostra que, do total de aproximadamente R$ 2,3 bilhões no ano de 2003, R$ 293 milhões foram efetuados pelo governo federal (13% do total), R$ 747 milhões pelos governos estaduais (32%) e R$ 1,27 bilhão pelos governos municipais (55%), maiores responsáveis pela alocação de recursos orçamentários no setor cultural,
O governo federal aumentou sua participação de 14,4% para 16,7% de todos os gastos públicos com cultura e os governos municipais, que totalizavam 54% em 2003, mantiveram-se como a esfera da administração que mais aplicou seu orçamento no setor, mesmo tendo sua participação reduzida para 47,2% em 2005. A fatia dos governos estaduais aumentou de 31,7% para 36% no período.
O governo de Pernambuco ocupa na pesquisa o quinto lugar em despesa com a cultura com 1,7%, atrás da Bahia (10,6%), Maranhão (4,6%), Ceará (2,2%) e Rio Grande do Norte (2%)
“Quer a gente queira ou não, quer goste ou não, hoje a cultura brasileira depende da iniciativa privada. Não é nem do dinheiro, mas da boa vontade dos setores responsáveis a lidar com o imposto. São 4% do imposto devido que podem ser aplicados em cultura. Se as empresas não aplicam, o setor sofre”, declarou o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Celso Frateschi. Ex-secretário da cultura em São Paulo, na gestão Marta Suplicy (PT), ele criticou a aplicação de recursos públicos, por meio da renúncia fiscal, em “mega espetáculos importados que gastam milhões e milhões”.
“A falta de recursos é um problema. Sou completamente execrado por isso, mas não acho que é o principal. O principal problema é conseguir formular políticas consistentes. Com isso, os recursos acabam vindo. O governo anterior trabalhou (no sentido) de transformar a Lei Rouanet na única política cultural que existia. Não existiam nem os R$ 40 milhões da Funarte. O ministro Gilberto Gil mudou o rumo das coisas, por isso ele é fundamental. Até então, era ‘deixa a Lei Rouanet resolver e pronto’”. E a Lei Rouanet é completamente permissiva, porque até a árvore de Natal da Lagoa (Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio) é financiada com dinheiro público da cultura. Tem muitas distorções aí que estão sendo corrigidas, mas ainda precisamos avançar muito.”
O estudo do IBGE mostra que a despesa per capita total com cultura passou de R$ 12,9 em 2003 para R$ 17 em 2005. Os Estados com maior participação nos gastos em 2005 no setor foram São Paulo (28,6%) e Bahia (10,1%), patamar semelhante ao de 2003, quando a proporções eram de 28,2% e 10,6%, respectivamente. O Rio de Janeiro, que em 2003 ocupava a terceira posição, com 8,2% do total, teve sua participação reduzida para 6% em 2005, enquanto o Pará, cuja participação era de 5,1% em 2003, passou para 6,3% em 2005. Maranhão, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Sul foram os que mais reduziram os gastos no setor. Apenas 266 municípios (4,8% do total), com população acima de 100 mil habitantes, respondiam por 55,1% dos gastos com cultura em 2005.
De 2003 a 2005, o número total de empresas que atuavam na produção cultural aumentou 19,4% – o crescimento foi superior ao do número total de empresas do país, de 9,3% no mesmo período. As atividades de serviços culturais que apresentaram maior queda na média salarial foram as de agências de notícias (de 15,2 salários mínimos em 2003 para 12,7 salários mínimos em 2005) e de telecomunicações (de 14,2 salários mínimos em 2003 para 11,3 em 2005). No inventário dos bens duráveis das famílias, o IBGE observou que o porcentual do total de famílias que possuíam microcomputador subiu de 6,9% em 1995 para 21,9% em 2003. No entanto, a aquisição ficou praticamente restrita às famílias com rendimentos mais altos: 62% tinham renda superior a 15 salários mínimos.
“A área da cultura é uma lacuna muito grande. Dispor de informação quantitativa para que se possa fazer políticas é o grande papel do IBGE”, disse a diretora de Pesquisas, Wasmália Bivar. Em discurso lido por Frateschi, o ministro Gilberto Gil disse que “do vazio estatístico pelo qual padecia a cultura no Brasil em 2003, passamos para os primeiros resultados de uma política pública das informações culturais”.
Municípios investem 5,6% em Pernambuco
Publicado em 20.12.2007
A esfera municipal é a maior responsável pela alocação de recursos públicos no setor cultural. Do total de R$ 1,27 bilhão, o IBGE aponta que os municípios de São Paulo são os que mais efetuaram dispêndios culturais em 2003, com aproximadamente 37,6% deste total. A Região Norte representa 4,6% do total e nenhum estado supera 2%. Na Região Nordeste, que contribui com 16,4%, os municípios dos Estados de Pernambuco (5,6%), Bahia (4,0%) e Ceará (2,6%) são os que mais gastam em cultura.
Nos Estados da Região Sudeste, com exceção do Espírito Santo, estão os municípios que mais gastam em cultura, sendo que a participação de Minas Gerais (6,2%) é superada pela do Rio Grande do Sul (6,5%
Em 2003, atuaram na produção cultural brasileira 269 074 empresas que ocuparam 1.431.449 pessoas, das quais 1.007.158 eram trabalhadores assalariados. Em relação ao universo das empresas formalmente constituídas no País, estes números corresponderam, em termos percentuais, a 5,2% do número de empresas, 4,0% do pessoal ocupado total e 3,5% do pessoal ocupado assalariado.
No segmento cultural, o setor com maior participação foi o de serviços, com aproximadamente 59% das empresas e 62% do pessoal ocupado total e do assalariado. O segmento cultural de serviços considerado pelo CEMPRE neste estudo é bastante diverso e heterogêneo, já que agrega um conjunto de empresas desde as de publicidade, fotografia, atividades cinematográficas e de vídeo, rádio e televisão, bibliotecas, arquivos, museus, até outras ligadas ao lazer e diversão. Além destas, fazem parte as atividades de pesquisa e desenvolvimento, de educação profissional e os serviços prestados pelas empresas de telecomunicação e de informática, entre outras.
Considerando-se os salários dos trabalhadores em 2003, a pesquisa do IBGE observou-se que o salário médio mensal pago pelo conjunto dos setores econômicos (indústria, comércio e serviços) relacionados direta ou indiretamente à cultura foi de 5,1 salários mínimos (SM), acima da média geral dos setores econômicos (3,3 SM). A indústria, pagando 5,3 SM, se aproximou da média, enquanto os serviços (5,9 SM) superaram em maior magnitude o resultado global e, por fim, o comércio (2,2 SM) se destacou com a menor média salarial.
O salário médio mensal pago pela indústria de transformação, de 4,6 SM, foi menor do que a média salarial das atividades industriais culturais, de 5,3 SM (Tabela 7), o que sugere que os ramos industriais relacionados à cultura absorviam mão-de-obra mais qualificada que a média industrial.
Matéria publicada no Jornal do Commercio do dia 20.12.2007
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Prefeitura Lança nesta segunda-feira CD com músicas carnavalescas

Será lançado nesta segunda (17), no teatro Santa Isabel, o CD das músicas carnavalescas campeãs do concurso da prefeitura do Recife. No repertório da noite e do álbum, Frevo canção, Frevo de bloco, Frevo de rua, Caboclinho e Maracatu. A entrada é gratuita.
Mais de 400 compositores se inscreveram no concurso, que deu prêmio de 30 mil reais para os primeiros colocados de cada categoria, 12 mil para os segundos e 6 mil para os terceiros. Foram premiados ainda o melhor arranjador e o melhor intérprete.
A apresentação de lançamento será no Teatro Santa Izabel às 20h e a entrada é franca. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro a partir das 18h30. Na ocasião, o prefeito do Recife, João Paulo, entregará os prêmios aos vencedores, que terão suas músicas interpretadas sob acompanhamento da orquestra de frevo da Banda Sinfônica do Recife, a mesma que tocou as canções no CD.
O diretor musical do projeto e maestro da orquestra, Nenéu Liberalquino, diz que o lançamento antes do carnaval foi planejado. “Com a antecipação teremos mais tempo para divulgar o CD. Trata-se de um produto de qualidade inquestionável, afinal são as 15 músicas que representam o melhor do nosso carnaval”, explicou o maestro.
Serviço:
Local : Teatro Santa Izabel - Praça da República, s/n, Santo AntônioHorário: 20hEntrada Gratuita
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Mostra Capiba de Teatro apresenta e premia oito espetáculos pernambucanos
Segue até esta sexta-feira (7) a I Mostra Capiba de Teatro que está em cartaz na sala batizada com o nome do compositor pernambucano, no Sesc de Casa Amarela, Zona Norte do Recife. Serão apresentados, no total, oito espetáculos, sendo cinco peças adultas e três infantis. A entrada custa R$ 5,00.
Todas as produções encenadas são pernambucanas, das cidades do Recife e Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana, além de Limoeiro e Caruaru, no Agreste. O objetivo da mostra, ressalta a organização do evento, é fomentar a cultura pernambucana e, claro, incentivar as produções teatrais no estado.
Todos os dias após as apresentações, haverá um debate com a participação de diretores e atores de cada peça. As discussões serão mediadas pelo crítico e integrante da equipe de coordenação de cultura do Sesc, Rodrigo Dourado.
Os espetáculos encenados ainda serão premiados nas categorias adulto e infantil. Os prêmios são para o melhor espetáculo, melhor direção, além de melhores ator, atriz, ator revelação e atriz revelação. O cenário, o figurino, a maquiagem e sonoplastia também serão premiados.
Nas duas categorias, também haverá o Prêmio Especial do Júri, que pretende avaliar elementos diferenciados que se destacaram nas peças, como iluminação e conjunto de interpretação, por exemplo.A última categoria é a do Júri Popular. O público poderá apontar aquele que acredita ser o melhor espetáculo da mostra, através de uma enquete no Portal Teatro Pernambucano (www.teatrope.com). O prêmio vai para a peça mais votada.
Confira a programação completa da I Mostra Capiba de Teatro (sinopses de cada espetáculo no Postal Teatro Pernambucano):» Terça-feira (4)
- 15h: “A Gema do Ovo da Ema” (Refinaria Multicultural Sítio Trindade e Grupo de Teatro O Vôo da Fênix – Recife)- 20h: “Os Cegos” (Confraria Cênica – Recife)» Quarta-feira (5)- 20h: “As Criadas” (Cênicas Cia. de Repertório – Recife)
» Quinta-feira (6) - 20h: Deus Danado (Consultoria de Ações Culturais – Limoeiro)
» Sexta-feira (7)20h: Premiação dos espetáculos
Serviço: I Mostra Capiba de Teatro Teatro Capiba: Sesc Casa Amarela – Rua Prof. José dos Anjos, 1109)Horários: dia 04 às 15h e 20h; dias 05, 06 e 07, às 20h. Valor os ingressos: R$ 5,00 (preço único)Informações: 3267.4400Votação do Júri PopularSite: www.teatrope.com
da Redação do pe360graus.com
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Patrocínio // Pernambuco teve 16 projetos selecionados no edital
O Banco do Nordeste divulgou a lista de projetos contemplados no Programa BNB de Cultura. Dos mais de 3 mil inscritos, 192 foram selecionados, incluindo 16 de Pernambuco. O total de recursos distribuídos é de R$ 3 milhões.
Em música, foram escolhidos a Orquestra Contemporânea de Olinda, a banda Treminhão, o projeto Além da música (do Grêmio Henrique Dias), o CD do Encontro Pernambucano de Choro, a reforma da sede da Sociedade de Cultura Musical 1º de Novembro (Timbaúba) e o Festival da Herança Afro-Brasileira no Ponto de Cultura do Maracatu Carnavalesco Leão Coroado.No setor de audiovisual, os vencedores foram os projetos O povo Truká registra sua cultura, da ONG Vídeo nas Aldeias, Bendita sois vós, da produtora Cabra Quente Filmes, e Oficina audiovisual para surdos, da Página 21. Raul Lody foi contemplado em literatura, com o projeto Palavras de axé: Memória e pertencimento do Nagô do Recife.Na área de artes cênicas, a Escola Pernambucana de Circo ganhou apoio para a montagem do espetáculo A avó, a mãe e afilha. Também foi selecionada a encenação da peça teatral A donzela Joana, de autoria de Hermilo Borba Filho, aprovada no nome da empresa Uchôa Cavalcanti Ltda, de Camaragibe.Para a categoria de artes integradas, quatro pernambucanos estão entre os escolhidos. A Associação Estrela Guia, de Igarassu, ganhou apoio para o Espaço Cultural A Rainha da Tapioca. O Clube Carnavalesco Misto Elefante de Olinda vai promover oficinas de frevo de rua. O fotógrafo Pedro Rampazzo recebe verbas para a Antologia do Pastoril Profano. Também foi apoiado o projeto É feito de taipa: Uma viagem de prospecção e sensibilização cultural, do Centro de Estudos Avançados da Conservação Integrada, de Olinda.
Matéria publicada no Diario de Pernambuco do dia 04/12/2007
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Fundação traz o curador Horacio Fernández Martinez para o Ciclo de Palestras em Arte e Educação
Serviço
Data: 4 de dezembro, às 19h
Local: Fundação Joaquim Nabuco – Sala Aloísio Magalhães. Rua Henrique Dias, 609, Derby. Recife – PE. CEP: 52.010 -100
Promoção: Diretoria de Cultura
Informações e Inscrições: Espaço Cultural Mauro Mota – Divisão de Ações Educativas – (81) 3073.6682
culturaeduc@fundaj.gov.br
DOC em Pauta Publicações promove lançamentos de livros
O evento encerra a programação do projeto Doc em Pauta Publicações no ano de 2007 com uma palestra de Alessandra Meleiro sobre políticas, modelos e estruturas correntes das indústrias cinematográficas. O Leandro Valiati também estará presente e participará como mediador da palestra.
Nas palavras da própria Alessandra: "O objetivo desta comunicação é sistematizar e analisar as políticas, modelos e estruturas correntes das indústrias cinematográficas – ou os projetos de indústrias – em âmbito nacional e internacional, assim como elucidar como estas práticas econômicas e culturais moldam o fluxo de filmes, a produção e o consumo".
Sob a perspectiva da economia política, pretendemos apresentar um panorama crítico das questões econômicas, e as das relações sociais e de poder envolvidas na produção, distribuição, exibição e consumo desse bem cultural. Introduziremos as indústrias nacionais no contexto da complexa estrutura capitalista mundial, partindo do pressuposto de que os aspectos políticos, econômicos, culturais e sociais são interdependentes.
Estarão à venda no local, ao valor cobrado pelas de editoras, os cinco livros que integram a coleção “Cinema no Mundo: indústria política e mercado” e o livro “Economia da Cultura - Bem estar econômico e evolução cultural”.
As inscrições para a palestra devem ser realizadas por email, enviando mensagem para daniel.medeiros@fundaj.gov.br com o assunto “Doc. em Pauta Publicações - inscrição”.
Os livros e seus autores
Cinema no Mundo: indústria, política e mercado
A fantasia do cinema que mexe com a imaginação das pessoas é a mesma que movimenta bilhões de dólares na economia global. Impulsionada pelo surgimento de novas tecnologias e pela globalização, a indústria cinematográfica apresenta particularidades e oportunidades que são analisadas na coleção Cinema no Mundo: indústria, política e mercado. A coleção está dividida em cinco livros que abordam as transformações política, econômica e mercadológica da indústria cinematográfica na África, América Latina, Ásia, Estados Unidos e Europa.
Segundo Alessandra, o objetivo dos livros é sistematizar e analisar as políticas, modelos e estruturas atuais das indústrias cinematográficas. Ela destaca a importância da coleção como um guia para profissionais da indústria audiovisual e cinematográfica, estudantes de cinema e comunicação, gestores públicos da área audiovisual e cinematográfica, cinéfilos e interessados em geral no assunto.
“É a primeira iniciativa acadêmica na área de estudos de cinema, em português, que aborda o cinema sob a perspectiva industrial e mercadológica, além de ter um olhar sobre as políticas para a área cinematográfica,” afirma Alessandra.
A idéia do livro surgiu a partir de um pós-doutorado, intitulado Dinâmica e Estrutura da Circulação Transnacional de Produtos Audiovisuais, desenvolvido pela organizadora dos livros na Universidade de Londres. “Como o estudo tem abrangência mundial, vi que apenas um livro não seria suficiente para cobrir os principais mercados, por isso a idealização de uma coleção que abrangesse África, Ásia, Europa, América Latina e Estados Unidos,” explica a escritora.
A coleção também se tornou possível graças a um prêmio recebido da Secretaria de Governo do Estado de São Paulo, o PAC, em 2006, e ao apoio da Sony Brasil, em seu primeiro projeto patrocinado por meio da lei de incentivo fiscal.
Os autores dos artigos distribuídos nos cinco volumes da coleção são renomados acadêmicos da área de estudos de cinema (da África, Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina), analistas, pesquisadores e consultores em Economia Política do Cinema, como Octavio Getino (da Argentina), Janet Wasko (EUA), Manthia Diawara e Keyan Tomaselli (África), André Lange e Dina Iordanova (Europa), e Shujen Wang (Ásia).
Sobre cada volume:O primeiro livro da coleção Cinema no Mundo: indústria, política e mercado é dedicado à África e traz as tendências e evolução do cinema africano e sua ideologia (Ferid Boughedir), o questionamento da descolonização da mente como pré-requisito para a prática criativa do cinema africano (Ngugi Wa Thiong’o), a iconografia do cinema da África Ocidental (Manthia Diawara), o papel dos festivais na recepção e divulgação do cinema africano (Mohamed Bamba), o pós-apartheid e o cinema sul-africano (Keyan Tomaselli & Arnold Shepperson), o cinema africano ao norte e ao sul do Saara (Roy Armes) e o boom da videoeconomia da Nigéria (Françoise Balogoun).
O segundo volume aborda as cinematografias da América Latina e do Caribe, suas indústrias, produções e mercados (Octavio Getino), a política cinematográfica brasileira para o século 21 (Jom Tob Azulay), o mercado cinematográfico brasileiro (André Gatti), a circulação global e local do novo cinema argentino (Tamara L. Falicov), as iniciativas sinérgicas de co-produção, distribuição e exibição no cinema latino-americano (Libia Villazana) e a cinematografia dos países andinos (Nora de Izcue).
O terceiro volume é dedicado à Ásia e analisa o cinema sul-coreano e sua relação com os mercados internacionais (Miriam Ross), a indústria cinematográfica no Japão (Chris Howard), o novo auge da produção e distribuição do cinema indiano (Derek Bose), a distribuição de filmes na China continental (Shujen Wang), a indústria cinematográfica taiwanesa (Hsiao-Ling Chung) e a conexão com a distribuição, pirataria e importação paralela em Hong Kong (Shujen Wang).
O quarto volume da coleção discute o porquê de Hollywood ser global (Janet Wasko), a co-produção hollywoodiana (John McMurria), os direitos globais de Hollywood (Nitin Govil), a falsa oposição entre “Hollywood” e “Independentes” investigada nos filmes de Steven Soderbergh (Drew A. Morton) e a produção cinematográfica latina nos Estados Unidos (Henry Puente).
Por último, o quinto volume da coleção abrange o contexto político e institucional do financiamento público da indústria cinematográfica e audiovisual na Europa (André Lange e Tim Westcott), as definições legais como forma de acesso para os sistemas de apoio na Europa (Susanne Nikoltchev), o apoio público para a promoção internacional de filmes europeus (Teresa Hoefert de Turégano), as várias faces dos festivais de cinema europeus (Marijke de Valck), a indústria cinematográfica britânica (Andrew Higson e James Caterer), a delicada situação do cinema francês (Joël Augros), a reconquista do mercado doméstico da indústria cinematográfica espanhola com vistas para a internacionalização (Alejandro Pardo), os padrões de competitividade e proteção da indústria cinematográfica alemã (Marc Silberman) e a indústria cinematográfica da Europa Centro-Oriental (Dina Iordanova).
Economia da Cultura - bem estar econômico e evolução cultural
Leandro Valiati e Stefano Florissi (organizadores)
Nessa obra são discutidas as visíveis necessidades de análise formal de dois componentes de extrema importância no que toca à economia da cultura: as leis de incentivo à cultura e o audiovisual. O presente estudo tencionou trazer à discussão a relevância do trato eficiente do processo de incentivo à cultura a partir de benefícios fiscais, comparando tais incentivos no Rio Grande do Sul com a França e os Estados Unidos.
Serviço
Data: 7 de dezembro, sexta-feira.
Hora: 15 horas.
Local: Sala Aloísio Magalhães, Rua Henrique Dias, 609, Derby.
Inscrições por email: daniel.medeiros@fundaj.gov.br