Afoxés criam identidade própria e se multiplicam em Pernambuco
Entre os anos 70 e 90, só existiam quatro afoxés no Recife e em Olinda; a partir do ano 2000, o número subiu e hoje são registrados 26 grupos na UAP
Michelle de Assumpção
Da equipe do Diario
Os afoxés, assim como os maracatus, são originários dos cortejos de negros africanos cujos primeiros registros datam de mais de um século. É interessante, por isso mesmo, observar como sua popularização, pelo menos em Pernambuco, deu-se apenas dos anos 2000 para cá. Do final dos anos 70 para o final dos anos 90, quatro afoxés representavam a cultura negra - sobretudo afro-religiosa - nas cidades de Recife e Olinda. Foi de 2000 para cá, que o número de grupos subiu e hoje são registrados nada menos que 26 afoxés, segundo a União dos Afoxés de Pernambuco (UAP), que foi criada justamente após o boom dos afoxés no estado. "Eu presido e trabalho junto com o Araodé (da mãe Lu de Oxalá e Raminho de Oxossi), o Ilê de Egbá (do babalorixá Dito de Oxossi) e Oxum Pandá (do líder espiritual Genivaldo Barbosa). A gente está no processo de informação dos mais novos que chegaram. Eles botaram os terreiros na rua, mas não conheciam a história do Ilê de Africa", diz o ogã Fabiano, doafoxé Alafin Oyó que, ao lado dos outros citados, compõe o grupo dos afoxés mais antigos existentes no Recife e em Olinda.
O Ilê de África, citado por ele, foi o afoxé matriz de onde saíram os outros. Apesar de alguns registros indicarem o ano de 1975 como o do surgimento do afoxé, segundo Dito de Oxossi (do Ilê de Ebgá), o primeiro desfile do Ilê de África foi no ano de 1981, saindo da igreja de Guadalupe e seguindo pelo centro histórico de Olinda. Integrantes do Movimento Negro Unificado, que formavam o grupo, foram os primeiros dissidentes e fundaram, no ano seguinte, o afoxé Axé Nagô, que também só foi à rua um único ano. Tata Raminho de Oxossi, pai espiritual de Dito e fundador do Ilê de África, nesse mesmo ano fundou o Araodé, ou Povo de Odé, que existe até hoje. Dito e outros filhos de santos e ogãs - entre eles o músico Jorge Ribas - continuaram a praticar o afoxé em encontros informais. Foi na comunidade da Mangabeira que, a partir das rodas de afoxé, fundaram mais um grupo. No ano de 1983, quando pela primeira vez o Araodé ia às ruas, mais um afoxé se formava no Recife, o Ilê de Egbá. Em 1986, um grupo de negros dissidentes do afoxé Araodé decidiu criar uma nova agremiação para divulgar essa manifestação cultural afro-brasileira. O novo afoxé foi batizado de Alafin Oyó. Por muito anos, ficou a cargo do militante da causa negra em Pernambuco e também ogã de candomblé, Rivaldo Pessoa, os cuidados dos toques e cânticos do Alafin. Hoje o grupo é liderado por Fabiano e, como no início, continua promovendo oficinas de percussão, confecção de figurinos, instrumentos, além de desenvolver ações comunitárias ligadas à cidadania.O Ilê de Egbá - talvez por ter sido criado mais recentemente e ter convivido mais de perto com as transformações que o mercado da música provocava na cena recifense dos anos 90, foi o primeiro afoxé a gravar um CD. Em 1996 era lançado o Tributo a Ogã. Cabe registrar, um ano antes, em 1995, a chegada do afoxé mais pop que até então tinha existido no estado: Oxum Pandá, que passou a realizar shows em diversos eventos e festivais, misturados à atrações do rock e outros estilos musicais. Os afoxés, à esta altura, passavam a aparecer mais na mídia. Não só pela realização de cortejos no Carnaval, mas também pelas suas apresentações em palco, como as temporadas na Cantina Z-4 (nos anos 90) e, mais recentemente, no projeto Terça Negra, promovida pelo Núcleo Afro da Prefeitura do Recife, diretoria intimamente ligada ao movimento negro e, consequentemente, aos afoxés. A resistência começava a ser quebrada e o gênero - que por muito tempo, talvez até hoje - tenha sido visto por alguns setores da cultura pernambucana como uma manifestação "importada" da Bahia - passou a consagrar sua própria identidade, baseada não só nos valores da cultura negra, mas também das suas comunidades. Um pensamento compreensível à medida que, em Salvador, os registros dos primeiros afoxés datam de, pelo menos, 100 anos antes do aparecimento desses grupos em Pernambuco. Os primeiros afoxés de Salvador, totalmente organizadospor integrantes negros, surgiram entre 1895 e 1896. Chamavam-se Embaixada Africana e Pândegos da África. Apesar da beleza estética e da música pacífica, os afoxés eram perseguidos pela polícia, assim como o próprio candomblé. Depois dos afoxés do final do século 19, somente em 1949, a capital baiana ganharia outra entidade tipicamente afrodescendente no carnaval, os Filhos de Gandhy, o afoxé mais famoso do carnaval baiano.
Espiritualidade do "candomblé das ruas"
No carnaval, o afoxé se transforma no "candomblé das ruas", como costuma ser chamado. O ritual que antecede a tocada dos músicos chama-se xirê. É quando os percussionistas produzem toques em seus tambores para cada um dos principais orixás do panteão africano, começando por Exu, que é quem "abre os caminhos" permitindo que as apresentações ocorrem na paz. A execução do xirê como um ritual herdado diretamente do candomblé é basicamente o que define um afoxé "verdadeiro" de um que poderia ser somente bloco percussivo. Pois, para praticar o ritual, é necessária a presença, dentro do afoxé, de algum líder espiritual. No carnaval, o xirê acontece geralmente na concentração dos afoxés. Dos mais novos que se formaram em Pernambuco, um dos que vêm chamando a atenção pela seriedade do trabalho - ou seja, questões artísticas e religiosas sendo conciliadas com honestidade - é o afoxé Oyá Alaxé.Formado em abril de 2004 pela cantora Maria Helena Mendes Sampaio - filha da babalorixá Amara - e o ogã Fábio Gomes, o afoxé acaba de lançar um CD, que foi gravado ao vivo, no salão do terreiro de mãe Amara, em Dois Unidos. "Muitos grupos que surgiram recentemente não têm a sensibilidade de trabalhar sua essência. A turma estava levando só as batucadas para as ruas. O afoxé tem que levar mensagem da religiosidade, contra o racismo, tem que abrir espaço para as pessoas conhecerem ritmos e música e nosso dia-a-dia", diz Fábio, que é compositor em algumas músicas, algumas escritas a partir de expressões em iorubá, outras que misturam o dialeto com o português.Um dos mais preocupados com a questão da religião dentro dos afoxés parece ser o babalorixá Raminho de Oxossi, do Araodé. "Antes, o pessoal falava que afoxé era coisa errada, hoje todo mundo que tem um terreiro abre um afoxé", critica. Raminho frisa que seu grupo é formado somente pelo povo do terreiro. No carnaval, é diferente. As pessoas que participam das oficinas podem fazer parte do cortejo, que precisa ter muita gente para ficar bonito. O Araodé sai no carnaval com 50 batuqueiros e mais 100 pessoas para o desfile. "O afoxé nosso é uma família. Temos muitos filhos-de-santo e com eles próprios fazemos o candomblé e o afoxé", diz Raminho, talvez o principal fomentador da cena dos afoxés de Pernambuco.Apesar do fortalecimento a partir do surgimento de novos grupos, o afoxé não tem muito apoio do poder público. Muito em parte pelo fato dos seus integrantes terem negado fazer parte do tradicional "concurso" das agremiações, tal como acontece com bois, caboclinhos, maracatus e escolas de samba. Somente o Alafin, o Araodé, Oxum Pandá e Ilê de Ebgá recebem subvenção, por serem os mais antigos e liderarem a noite dos afoxés. "Já propuseram o concurso para gente e a gente disse não. Brigamos muito em África e aqui temos que nos unir, a gente não quer retornar essa briga. Maracatu, meu Deus do céu, é uma briga infernal", diz Fabiano, do Alafin Oyó. A noite dos afoxés, no Recife, acontece no domingo de Carnaval, no Pátio do Terço.
Matéria Publicada no Diario de Pernambuco do dia 31.01.2008
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Tapioca Cultural
sexta feira (11/01) vai ter um debate sobre a lei maria da penha, com uma filmagem
local tapoica cultural.
Rua capitao aurelio de araujo
responsaveis: dandara kyese e silvana medeiros
mairores informacao pelo fone 88347362ou87731433
local tapoica cultural.
Rua capitao aurelio de araujo
responsaveis: dandara kyese e silvana medeiros
mairores informacao pelo fone 88347362ou87731433
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
SEMINÁRIO
Palestras gratuitas discutem o Carnaval
Publicado em 04.01.2008
A festa de Momo na capital pernambucana é o tema de um seminário que a Livraria Cultura e a Prefeitura do Recife promovem de 14 a 19 deste mês. O evento Carnaval do Recife conta com palestras gratuitas ministradas no auditório da livraria, no Paço Alfândega (Bairro do Recife).
O seminário visa discutir e refletir sobre a multiplicidade dos aspectos que compõem os desfiles de agremiações carnavalescas. As inscrições podem ser feitas, de 7 a 11 de janeiro, na Fundação de Cultura Cidade do Recife (Prefeitura do Recife, 6º andar, sala 22), das 9h às 17h (outras informações pelos fones 3232-8048/ 8046 ou pelo e-mail zeliasales@recife.pe.gov.br). Há 90 vagas.
No dia 14, o seminário é aberto com palestra da gerente de Formação Cultural da FCCR, Zélia Sales, e do gerente de Artes Cênicas da FCCR, Albemar Araújo. Este discorre ainda sobre O Concurso de Agremiações Carnavalescas do Recife: um verdadeiro ritual, no qual aborda a origem do certame e sua funcionalidade. Em seguida, o gerente de Serviços Pedagógicos da FCCR, Mário Ribeiro, lança a Cartilha Cultural sobre as Agremiações Carnavalescas.
Na terça-feira, os cenógrafos Fábio Costa e Américo Barreto, e o compositor e intérprete de samba-enredo Belo Xis falam sobre os bastidores ao desfile das escolas de samba. Depois, a presidente do Urso Cangaçá, Cristina Andrade, trata das la ursas, e o presidente da Federação de Bois de Pernambuco e do Boi Faceiro, Aelson da Hora, ministra a palestra Boi de Carnaval: o cotidiano de um brinquedo.
O evento segue no dia 16 com três temas – Dos acertos de marcha à passarela: o cotidiano dos Blocos de Pau-e-Corda, sob o comando de Graciene Caminha, presidente do Bloco Carnavalesco Misto Pierrot de São José, Clubes de Frevo, com Maurício Batista, presidente do Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas do Recife, e Clube de Bonecos, com Maria Salete de Souza, representante do Clube de Boneco Filho do Homem da Meia-Noite.
Na Roça o padê, na rua o xirê: o desfile das Nações de Baque Virado no Carnaval do Recife, com Dunga, presidente do Maracatu Elefante, abre a quinta-feira, que tem ainda Manoelzinho Salustiano, presidente do Maracatu de Baque Solto Piaba de Ouro e Vice-Presidente da Associação dos Maracatus de Baque Solto com a palestra Dos Canaviais à rua: os Maracatus de Baque Solto e o Concurso das Agremiações Carnavalescas.
Por fim, na sexta, Elenilza Ferreira, presidente do Caboclinho Canindé de Camaragibe, fala sobre caboclinhos, seguida de Cidclei Simões, presidente da Tribo Tupi Nambá, que relata sobre as tribos de índios, e de Carmelita Batista, presidente da Troça Carnavalesca Mista Formiga Sabe que Roça Come, que trata de troças. No sábado ocorre a avaliação do seminário e apresentação do Grupo da Quinta.
Matéria publicada no Jornal do Commercio do dia 04.01.2008
Palestras gratuitas discutem o Carnaval
Publicado em 04.01.2008
A festa de Momo na capital pernambucana é o tema de um seminário que a Livraria Cultura e a Prefeitura do Recife promovem de 14 a 19 deste mês. O evento Carnaval do Recife conta com palestras gratuitas ministradas no auditório da livraria, no Paço Alfândega (Bairro do Recife).
O seminário visa discutir e refletir sobre a multiplicidade dos aspectos que compõem os desfiles de agremiações carnavalescas. As inscrições podem ser feitas, de 7 a 11 de janeiro, na Fundação de Cultura Cidade do Recife (Prefeitura do Recife, 6º andar, sala 22), das 9h às 17h (outras informações pelos fones 3232-8048/ 8046 ou pelo e-mail zeliasales@recife.pe.gov.br). Há 90 vagas.
No dia 14, o seminário é aberto com palestra da gerente de Formação Cultural da FCCR, Zélia Sales, e do gerente de Artes Cênicas da FCCR, Albemar Araújo. Este discorre ainda sobre O Concurso de Agremiações Carnavalescas do Recife: um verdadeiro ritual, no qual aborda a origem do certame e sua funcionalidade. Em seguida, o gerente de Serviços Pedagógicos da FCCR, Mário Ribeiro, lança a Cartilha Cultural sobre as Agremiações Carnavalescas.
Na terça-feira, os cenógrafos Fábio Costa e Américo Barreto, e o compositor e intérprete de samba-enredo Belo Xis falam sobre os bastidores ao desfile das escolas de samba. Depois, a presidente do Urso Cangaçá, Cristina Andrade, trata das la ursas, e o presidente da Federação de Bois de Pernambuco e do Boi Faceiro, Aelson da Hora, ministra a palestra Boi de Carnaval: o cotidiano de um brinquedo.
O evento segue no dia 16 com três temas – Dos acertos de marcha à passarela: o cotidiano dos Blocos de Pau-e-Corda, sob o comando de Graciene Caminha, presidente do Bloco Carnavalesco Misto Pierrot de São José, Clubes de Frevo, com Maurício Batista, presidente do Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas do Recife, e Clube de Bonecos, com Maria Salete de Souza, representante do Clube de Boneco Filho do Homem da Meia-Noite.
Na Roça o padê, na rua o xirê: o desfile das Nações de Baque Virado no Carnaval do Recife, com Dunga, presidente do Maracatu Elefante, abre a quinta-feira, que tem ainda Manoelzinho Salustiano, presidente do Maracatu de Baque Solto Piaba de Ouro e Vice-Presidente da Associação dos Maracatus de Baque Solto com a palestra Dos Canaviais à rua: os Maracatus de Baque Solto e o Concurso das Agremiações Carnavalescas.
Por fim, na sexta, Elenilza Ferreira, presidente do Caboclinho Canindé de Camaragibe, fala sobre caboclinhos, seguida de Cidclei Simões, presidente da Tribo Tupi Nambá, que relata sobre as tribos de índios, e de Carmelita Batista, presidente da Troça Carnavalesca Mista Formiga Sabe que Roça Come, que trata de troças. No sábado ocorre a avaliação do seminário e apresentação do Grupo da Quinta.
Matéria publicada no Jornal do Commercio do dia 04.01.2008
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
clipagem 02

JaneiroFestival oferece oficinas gratuitas no Recife e em Olinda
Publicado em 02.01.2008, às 10h51
Do JC OnLine
Do JC OnLine
Pela primeira vez em 14 anos de edição, o projeto Janeiro de Grandes Espetáculos, promovido pela Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe), realizará oficinas descentralizadas em Olinda e no Recife. Serão três pólos: no Largo de Santo Amaro, na Mangueira e no Nascedouro de Peixinhos, este último em Olinda. A programação, totalmente gratuita, reunirá peças de teatro, shows musicais e apresentações de dança.
Serão promovidas nove oficinas gratuitas nos três pólos, no período de 14 a 18 de janeiro, em vários horários. São elas: A Arte de Viver e Contar Histórias Para Crianças, com Augusta Ferraz, Malabares, com monitores da Escola Pernambucana de Circo e Street Dance, com monitores da Associação Metropolitana de Hip Hop (as três no Conselho de Moradores da Mangueira); Iniciação ao Teatro, com José Pimentel, Dança Árabe, com Suzane Alves e Teatro de Bonecos, com Sebastião Simão Filho (as três no Nascedouro de Peixinhos); e Truques Mágicos, com o Mágico Halley; novamente Iniciação ao Teatro, com José Pimentel e Figurino em Moda, com os artistas plásticos Alcione Freitas, Ed Sá e Tânia Peixoto, unindo elementos do Movimento Armorial à moda atual (as três no Colégio Frei Casimiro, em Santo Amaro).
Inscrições gratuitas nos próprios locais (com exceção da Mangueira, com inscrições no Clube de Mães do bairro – Rua João Leite, 301). Cada oficina possui entre 15 e 30 vagas para crianças (a partir dos 12 anos) e adultos.
AINDA DE GRAÇA - Pelo terceiro ano consecutivo em parceria com o Grupo Experimental, a programação do evento abre espaço para o projeto ReciclARTE, idealizado pela coreógrafa Mônica Lira, com uma oficina e um seminário de dança gratuitos. O incentivo é do Prêmio Klaus Vianna, da Funarte/Petrobras. A bailarina carioca Cláudia Müller estará à frente da oficina que abre o Janeiro no dia 8, Corpos, Poéticas e Políticas, voltada prioritariamente aos artistas ou estudantes de arte (dançarinos, performers, atores, artistas visuais, etc.). A idéia é compartilhar algumas perspectivas do fazer artístico, segundo Müller, “acentuando a percepção, a escuta, para que informações possam vir a conectar-se visando a subjetividade, um estado de experimentação e risco”. A oficina acontecerá no Espaço Experimental (Rua Tomazina, 1° andar, s/n, Bairro do Recife), de 8 a 12 de janeiro, das 10 às 13h. No último dia de aula, os vinte alunos farão uma apresentação pública dos resultados, com performances/intervenções urbanas em alguns lugares da cidade, ainda não definidos.
Já no período de 16 a 18 de janeiro acontecerá o Seminário Projeto, Processo e Criação em Dança: Revendo a Lógica da Modernidade, com a professora, pesquisadora e crítica de dança do jornal O Estado de São Paulo, Helena Katz. As aulas ocuparão a sala Aloísio Magalhães, na FUNDAJ (Derby), das 13h às 18h. Uma das profissionais mais respeitadas do país, Katz é professora do curso Comunicação das Artes do Corpo, na PUC-SP, e coordenadora do Centro de Estudos em Dança (CED). Com este seminário, ela vem propor discussões de como explorar o que cria e sustenta o trinômio projeto-processo-criação artística e propor outra lógica temporal para lidar com a questão da criação em dança. Na ocasião, ela vai lançar o livro Um, Dois, Três. A Dança é o Pensamento do Corpo, resultado da sua tese de doutorado na PUC-SP.
Serão promovidas nove oficinas gratuitas nos três pólos, no período de 14 a 18 de janeiro, em vários horários. São elas: A Arte de Viver e Contar Histórias Para Crianças, com Augusta Ferraz, Malabares, com monitores da Escola Pernambucana de Circo e Street Dance, com monitores da Associação Metropolitana de Hip Hop (as três no Conselho de Moradores da Mangueira); Iniciação ao Teatro, com José Pimentel, Dança Árabe, com Suzane Alves e Teatro de Bonecos, com Sebastião Simão Filho (as três no Nascedouro de Peixinhos); e Truques Mágicos, com o Mágico Halley; novamente Iniciação ao Teatro, com José Pimentel e Figurino em Moda, com os artistas plásticos Alcione Freitas, Ed Sá e Tânia Peixoto, unindo elementos do Movimento Armorial à moda atual (as três no Colégio Frei Casimiro, em Santo Amaro).
Inscrições gratuitas nos próprios locais (com exceção da Mangueira, com inscrições no Clube de Mães do bairro – Rua João Leite, 301). Cada oficina possui entre 15 e 30 vagas para crianças (a partir dos 12 anos) e adultos.
AINDA DE GRAÇA - Pelo terceiro ano consecutivo em parceria com o Grupo Experimental, a programação do evento abre espaço para o projeto ReciclARTE, idealizado pela coreógrafa Mônica Lira, com uma oficina e um seminário de dança gratuitos. O incentivo é do Prêmio Klaus Vianna, da Funarte/Petrobras. A bailarina carioca Cláudia Müller estará à frente da oficina que abre o Janeiro no dia 8, Corpos, Poéticas e Políticas, voltada prioritariamente aos artistas ou estudantes de arte (dançarinos, performers, atores, artistas visuais, etc.). A idéia é compartilhar algumas perspectivas do fazer artístico, segundo Müller, “acentuando a percepção, a escuta, para que informações possam vir a conectar-se visando a subjetividade, um estado de experimentação e risco”. A oficina acontecerá no Espaço Experimental (Rua Tomazina, 1° andar, s/n, Bairro do Recife), de 8 a 12 de janeiro, das 10 às 13h. No último dia de aula, os vinte alunos farão uma apresentação pública dos resultados, com performances/intervenções urbanas em alguns lugares da cidade, ainda não definidos.
Já no período de 16 a 18 de janeiro acontecerá o Seminário Projeto, Processo e Criação em Dança: Revendo a Lógica da Modernidade, com a professora, pesquisadora e crítica de dança do jornal O Estado de São Paulo, Helena Katz. As aulas ocuparão a sala Aloísio Magalhães, na FUNDAJ (Derby), das 13h às 18h. Uma das profissionais mais respeitadas do país, Katz é professora do curso Comunicação das Artes do Corpo, na PUC-SP, e coordenadora do Centro de Estudos em Dança (CED). Com este seminário, ela vem propor discussões de como explorar o que cria e sustenta o trinômio projeto-processo-criação artística e propor outra lógica temporal para lidar com a questão da criação em dança. Na ocasião, ela vai lançar o livro Um, Dois, Três. A Dança é o Pensamento do Corpo, resultado da sua tese de doutorado na PUC-SP.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
clipagem 01

Janeiro de Grandes Espetáculos traz oficinas para bairros periféricos
A 14ª edição do projeto Janeiro de Grandes Espetáculos, tradicional evento de artes cênicas em Pernambuco, tem uma novidade para 2008: a realização de nove oficinas gratuitas em três bairros, sendo dois do Recife e um de Olinda, entre os dias 14 e 18 deste mês.
A iniciativa é realizada através de uma parceria entre a Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe) e a Rede Mosaico de Gestores Culturais, que levam aos bairros de Mangueira e Santo Amaro, no Recife, e Peixinhos, em Olinda, oficinas gratuitras, além de peças, exibições de dança e shows musicais.
As inscrições já podem ser feitas nos locais onde serão realizadas as atividades – no Nascedouro, em Peixinhos, e no Largo de Santo Amaro; a exceção é o bairro da Mangueira, que terá suas inscrições feitas no Clube das Mães da comunidade. Cada uma das oficinas tem entre 15 e 30 vagas, destinadas a crianças (a partir de 12 anos) e adultos.
CAPACITAÇÃO
Além dos cursos descentralizados, o Janeiro de Grandes Espetáculos traz ainda oficinas pagas e gratuitas, destinadas a estudantes de Artes Cênicas, do projeto reciclARTE. O foco dos cursos, que acontecem pela terceira vez no evento, é capacitar os artistas locais.
O evento traz também seminários oficinas gratuitas para o público especializado. A bailarina Cláudia Muller e a pesquisadora e crítica de dança Helena Katz são algumas das professoras das oficinas, marcadas para acontecer entre os dias 8 e 12 e 16 e 18, respectivamente.
As inscrições para as oficinas pagas podem ser feitas no Raio Oeste da Casa da Cultura. Já as oficinas gratuitas podem ser feitas via e-mail - para o endereço grupoexperimental@ig.com.br - ou pelo telefone 3224.1482.
da Redação do pe360graus.com
Assinar:
Postagens (Atom)

