Coletivos de teatro repensam a produção
Formas de criação contemporânea fazem parte das discussões do encontro internacional Próximo Ato, que começa segunda-feira
Julio Cavani // Diario
juliocavani@diariodepernambuco.com.br
Mapear a produção teatral brasileira, apontar pontos de identificação entre as formas coletivas de produção e promover trocas de experiências são propostas do Próximo Ato: Encontro Internacional de Teatro Contemporâneo, que chega este ano ao Recife depois de duas edições realizadas em São Paulo em 2006 e 2007. No lugar de apresentar espetáculos, o evento se concentra em discussões e debates, voltados tanto para o público em geral quanto para a classe artística.Nos dois primeiros anos, o Próximo Ato, que é organizado pelo Instituto Itaú Cultural, ocorreu apenas em São Paulo, mas em 2008 o projeto foi descentralizado e expandido para outros estados. Além do Recife, onde a programação começa nesta segunda-feira em três espaços culturais com a participação de 39 grupos do Nordeste, o encontro já passou por Belo Horizonte em agosto, com a reunião de grupos do Sudeste, e chega a Porto Alegre em outubro, quando é a vez da Região Sul.No Recife, as discussões ocupam o Centro Apolo-Hermilo, o Teatro Armazém 14 e o Centro de Pesquisa Teatral do Recife. Além dos representantes dos grupos nordestinos, há debates com convidados de fora. Vão estar presentes Antônio Araújo (Teatro da Vertigem), José Fernando Azevedo (Teatro de Narradores), Maria Tendlau (atriz e educadora), Kil Abreu (pesquisador) e Jean-Pierre Thibaudat (escritor francês). Os três primeiros também são curadores do Próximo Ato. A curadoria e a coordenação regional no Nordeste são do diretor teatral e ator Carlos Carvalho.Em Pernambuco, participam grupos de todos os estados nordestinos, mas a maioria (24 companhias) é do próprio estado (20 do Recife e 4 do interior). Entre eles, estão desde nomes consagrados, como os paraibanos do Piolim, até iniciativas mais recentes.Os grupos participantes são Joana Gajuru (Alagoas); Teatro Popular de Ilhéus e Vilavox (Bahia); Bagaceira (Ceará); Tapete, Santa Ignorância e Abluir (Maranhão); Piollin, Alfenim e Bigorna (Paraíba); Renascer (Piauí); Facetas, Beira eClowns de Shakespeare (RN); e Imbuaça (Sergipe). De Pernambuco, foram convidados Quadro de Cena, Tróia de Taipa, Marco Zero, Construtores de História, Grupo Magiluth, Engenho de Teatro, Companhia do Chiste, Grupo da Quinta, Trupe Ensaia Aqui Ensaia Acolá, Coletivo Angu, Fiandeiros de Teatro, Coletivo Colaborativo Permanência, Visível Núcleo de Criação, Grupo Santa Fogo, Coletivo de Teatro Grão Comum, Núcleo Viventos de Pesquisa e Criação, Os Soltos, Grupo Totem, Associação Labô-Espetáculo, Trupe Espantalho, Tropa do Balacobaco, Consultoria de Ações Culturais e Lionarte.
Vontade danada de construir as cenas juntos
Em entrevista cedida ao Diario por telefone, um dos curadores do Encontro, José Fernando Azevedo comentou alguns pontos de discussão que devem ser desenvolvidos ao longo da etapa pernambucana do Próximo Ato, que em 2008 se concentra nas relações entre "experiência" e "forma". Diretor da companhia Teatro de Narradores, de São Paulo, ele integra o Conselho Nacional do Movimento Redemoinho e é professor-doutor da Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo (EAD/USP)."Estamos tentando entender o sentido do teatro de grupo no Brasil", justifica o curador, enfatizando que a questão da assinatura coletiva é a prioridade do Próximo Ato. "Queremos identificar quais seriam as especificidades dessa forma de trabalhar, pois hoje em dia já é possível traçar um panorama histórico do teatro brasileiro a partir da atuação de grupos".Para ele, "a formação de grupos, num primeiro momento, nasce de uma necessidade de cooperação para a viabilização de espetáculos, mas a opção por esse caminho também resulta em escolhas que interferem tanto nos processos criativos quanto na própria relação com a platéia".Segundo Azevedo, os assuntos dos encontros não se concentram em métodos, políticas ou esquemas de produção, pois tudo isso repercute no conteúdo artístico dos espetáculos. "Ao se decidir por uma cooperativa, você adota procedimentos que redimensionam também a discussão poética, A simultaneidade fica clara", acredita. De acordo com ele, o conhecimento produzido nos eventos será reunido em uma publicação, que vai sistematizar as informações resultantes. "Talvez tudo isso seja um plano-piloto para uma pesquisa de mapeamento em âmbito nacional, que pode ser concretizada em 2010".
Matéria publicada no Diario de Pernambuco do dia 26/09/2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Aniversário da Troça de Carnaval Mista
O Bacalhau do Beco comemora 10 anos com um festa, com a participação da Banda Sambrasil
será no dia 20.09.2008 das 16 horas as 18 horas.
A Festa acontece no Rua Francisco Cortez 226 Cordeiro, próximo ao Varejão Kennedy.
Contato: Hermes 8784-1260
será no dia 20.09.2008 das 16 horas as 18 horas.
A Festa acontece no Rua Francisco Cortez 226 Cordeiro, próximo ao Varejão Kennedy.
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