segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Oi lança edital para programa de patrocínio cultural
Do JC OnLine
A Oi lançou o edital para seleção dos projetos culturais que serão patrocinados pela empresa em 2009. As propostas serão avaliadas por comissões especializadas em cada uma das áreas culturais e o resultado será divulgado até março.
A inscrição deve ser feita até o dia 30 de novembro através do site www.oifuturo.org.br ou www.oi.com.br. Artistas e produtores culturais podem concorrer com mais de um projeto. Segundo o edital, os projetos terão a confirmação do patrocínio condicionada à apresentação dos certificados válidos nas Leis de Incentivo à Cultura.
Em 2008, foram selecionadas peças de teatro, mostras de cinema, filmes, shows, festivais de dança e espetáculos de cultura popular.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
BALANÇO
Publicado em 12.10.2008
Mirella Martins
Especial para o JC
Até agora já se passaram 2.867 dias da gestão de João Paulo à frente da Prefeitura da Cidade do Recife. O secretário de Cultura, João Roberto Peixe, evita falar em balanço, mas a reportagem do Jornal do Commercio resolveu saber da classe artística uma avaliação deste período e o que espera do novo prefeito João da Costa. A maioria das críticas quanto os elogios se assemelham: necessidade de reciclagens, oficinas, intercâmbio, mais verbas e reformulação no modelo do SIC. A unanimidade é referente ao diálogo conquistado, além da aproximação entre cultura e periferia. A multiculturalidade também foi bem recebida por todas as áreas.MÚSICA
O vocalista da Devotos, Cannibal, define os oito anos da gestão João Paulo na área de música como a valorização do subúrbio. A idéia de montar palcos em bairros menos favorecidos e levar artistas de renome para a periferia fez com que descentralizassem a dicotomia Boa Viagem-Marco Zero. Mas, nem todo mundo está satisfeito: “O Estado é reconhecido mundialmente pela música, mas falta pensar mais nos músicos do que os produtores”, diz Cannibal.
“A descentralização do Carnaval foi a melhor coisa desta administração”, analisa Cannibal. O cantor Silvério Pessoa pontua também “o fortalecimento e a consolidação de uma maneira de produzir cultura como uma cadeia produtiva. Expressiva também a consolidação das festas populares e tradicionais”. O São João, por exemplo, também teve o destaque com a colocação de palcos em bairros populares, mas não agradou a todos. “Senti um pouco de preconceito. Existem vários pólos e não fui chamado a tocar em nenhum, em contra partida, minha agenda esteve lotada com shows em dezenas de outras cidades do Nordeste”, diz o forrozeiro Geraldinho Lins. Sobre este “gelo”, ele argumenta que escutou como desculpa que “já tinha muita visibilidade”.
O que faltou foi a falta de música local nas rádios. “Já se tornou chato esse discurso, mas devia haver incentivo ou lei que obrigassem as rádios locais a tocar canções regionais. Penso que a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) poderia comprar horários em determinadas emissoras e chamar DJs daqui para trabalhar”, argumenta Cannibal. Sobre a Frei Caneca, ele é categórico: “É igual a Papai Noel, a gente sabe que existe, mas não sai do papel”. Outra reclamação é a falta de festivais totalmente voltado à produção local. “Seria algo nas comunidades de forma abrangente e social com oficinas e palestras”, defende.
Sobre o Sistema de Incentivo a Cultura (SIC) do município, a classe dos músicos reclama da falta de representividade do modelo e do formato. Segundo Cannibal,o problema é a falta de conhecimento do artista com a classe empresarial. Silvério acrescenta: “Trabalhos que estão se afirmando nacionalmente são reprovados por conta de olhares políticos e obsoletos. Soa contraditório numa gestão que preza pela multiculturalidade”.
TEATRO
Criado na gestão anterior, o Festival de Teatro obteve continuidade, apesar dos conflitos e tensões iniciais com a escolha por um único curador de fora do Estado. Sobre o evento, divergências perante o modelo. Os que não concordam discutem que a centralização na escolha por uma só pessoa, em quatro anos, vai de encontro com a política de diversidade e multiculturalismo, aplicada pela gestão João Paulo.
Sobre os teatros municipais, oito anos de reformas: Santa Isabel e Barreto Jr. Depois de reabertos, é preciso transparência no processo de ocupação de pautas desses espaços. O Apolo-Hermilo e o Santa Isabel, segundo a classe, mantêm na escuridão seus critérios de ocupação de pauta. Outro fato que assusta é a possibilidade de funcionários da PCR, principalmente da secretaria de Cultura, tomar parte no processo de seleção pública de ocupação das pautas.
O produtor Rodrigo Dourado acredita que o complexo Apolo-Hermilo poderia ser transformado em Centro de Formação e Pesquisa de fato, além de uma criação de uma escola de teatro. “No início da primeira gestão, ventilou-se esta possibilidade, mas foi abandonada. As oficinas não dão conta da demanda de formação de atores, diretores e técnicos em teatro. É preciso criar um curso profissionalizante, permanente, gratuito, com corpo docente qualificado para atender à demanda”.
O SIC é também o calo do pessoal de cênicas. Segundo eles, o prazo de entrega dos projetos é exíguo, além da necessidade de ampliação na verba destinadas aos grupos. Atualmente, são R$ 100 mil divididos em cinco companhias. “Este valor não cresce há anos. Deixou de ser edital para se tornar auxílio”, argumenta a produtora Paula de Renor. “Prêmios também são bem-vindos, sobretudo, para atender aos grupos de pesquisa continuada, permitindo a consolidação de estéticas e poéticas”, acrescenta Dourado.
A produtora espera que a política de João da Costa estimule a manutenção dos espaços públicos recém-reformados e acrescenta que os privados poderiam também receber uma verba para se manter. “Existe muitas companhias sem casas. A quantidade de grupos é desproporcional em relação aos espaços”, pontua Paula.
O lado bom foi o convênio formado com a PCR em relação a passagens aéreas. “Durante o Janeiro de Grandes Espetáculos, curadores de outros Estados chamam alguns grupos para participar de eventos em outros locais. Agora podemos ir porque João Paulo fez uma parceria para bancar esses convites”, diz a produtora.
LITERATURA
Quantas bibliotecas foram abertas nesta gestão? Quem faz a curadoria dos livros publicados? Fontes, que preferiram não se identificar, indagaram essas informações. Muita gente não concorda com o tratamento dispensado às letras nesta gestão. “Gastaram mais com a Mangueira do que a leitura, que é fundamental para a formação da cidadania”, diz um escritor, que pediu anonimato. A falta de publicação (de bons títulos) também foi levado em consideração.
Alexandre Melo, produtor do Nois Pós, diz que o investimento é tímido se comparar com a música. “Historicamente, é normal que isso aconteça, mas podemos tentar mudar este quadro”, garante. Ele credita esta inversão de pensamento com a possibilidade de ver a leitura como entretenimento coletivo. “Literatura pode sim ser massificadora”. Para conseguir atingir este objetivo, é necessário facilitar publicações de obras, realizar oficinas literárias e, sobretudo, estimular à leitura, através de eventos como o A Letra e a Voz, que aproximem público-livros-mídia. “O festival tem evoluído, mas é preciso diversificar nas temáticas”, critica Alexandre. Trazer gente de fora para estimular o contato com escritores e gente de outras áreas é primordial para a reciclagem dos escritores. “Deve-se sempre ter esta preocupação como forma de investimento”.
Entretanto, Raimundo Carrero é um entusiasta desta gestão. Segundo ele, a prefeitura fez o seu papel a criar festivais, promoveu debates, utilizou os espaços das bibliotecas para aproximar novos leitores, principalmente os mais jovens e retomou a publicação de autores, sobretudo, os marginais, além de ter. realizado concursos em nível nacional. “Não podemos deixar de esquecer a publicação na França de uma obra traduzida com poetas pernambucanos como Pedro Américo de Farias, Cida Pedrosa e Marcus Accioly”, exemplifica.
ARTES
Os artistas e produtores de artes plásticas é o que está mais satisfeito com esses quase oito anos de gestão. Um dos pontos mais relevantes é a criação de vários eventos artísticos ao longo do ano. O artista plástico Aslan Cabral (Alvinho) foi um dos beneficiados com este calendário produtivo. “Posso dizer que sou da geração Spa. Fui primeiro como público e agora estou como profissional”. Reciclagem e manutenção são primordiais para desenvolver uma crescente nesta área.
“Precisamos de gente especializada para trabalhar e, se não estudarmos, Recife viverá um momento de carência artística”. Aslan acrescenta que a maioria dos artistas é autodidata. “O Centro de Formação de Artes Visuais foi um avanço, mas falta mais”.
Segundo a pesquisadora Clarissa Diniz, o mérito do PT no governo é a implantação dos artistas como gestores dos equipamentos culturais. “Antes essa função era ocupada por políticos ou gente vinculada a determinado partido”, explica. Aslan Cabral destaca ainda a promoção dos editais, que além de contemplar a exibição também atua na curadoria.
Para Clarissa, deve-se manter esta política, tendo cuidado com as indicações dos nomes, principalmente, no Mamam. “Acredito, inclusive, que esse nome poderia ser de fora para contribuir numa espécie de intercâmbio com esta área”. Mas, para isso, o salário deve estar num patamar próximo a realidade. “Ganha-se muito pouco. As pessoas asssumem por amor à causa e abdica de muita coisa em prol da arte”.
Nem só os gestores sofrem com o problema financeiro, os artistas também reclamam de falta de apoio, principalmente, para participar de eventos fora da cidade. “Somos chamados, mas não participamos porque não temos condições de bancar, enquanto os maracatus vivem viajando... Sei o peso da tradição, mas acho que a arte contemporânea precisa ser vista como viável”, argumenta a pesquisadora. Como forma de sugestão, a classe propõe a criação de um ateliê público como em Paris. Durante um ano, cinco a seis artistas se unissem para trabalhar em gravuras, performances e vídeos. “Recife possui muitos espaços para teatro e dança, mas pouco para as artes. Esses locais poderiam ajudar quem não tem condição de bancar um espaço próprio, além de servir como ponto turístico”, explica Alvinho.
CINEMA
Cinema requer dinheiro. A falta deste fator agrava – e muito – a vida dos cineastas. Por trabalhar com uma arte cara, eles recorrem a iniciativa pública para “aju$tar” na concepção da idéia. “Temos muita gente boa na cidade, mas muita gente fica de fora”, argumenta Camilo Cavalcanti, que confessa: “A verba do SIC (cerca de R$ 40 mil) é realmente baixa, além de ter que pagar um valor referente ao atravessador”. Nesses dois anos, o artista foi contemplado duas vezes neste sistema.
Quem também milita nesta luta por aumento das verbas é Daniel Bandeira. Segundo ele, “João da Costa deve se esforçar para reverter esta situação, incluindo, um contato mais próximo com a iniciativa privada, o que facilitaria a captação de recursos para projetos aprovados”.
Camilo cita a capacitação e oficinas, sobretudo nas comunidades carentes, como outro ponto positivo, mas reforça a necessidade de criação de cursos profissionalizantes na área. “ Acho interessante também o surgimento de cinematecas populares de forma itinerante como forma de criar um olhar crítico e fomentar o debate”.
BALANÇO
Plano municipal é a maior meta
Publicado em 12.10.2008
Sentado na sua cadeira no alto do 15° andar no prédio da Prefeitura do Recife, João Roberto Peixe, evita falar em balanço. “Só posso fazer isso quando acabar minha gestão e ainda falta tempo”. Perguntado sobre qual é a obra mais importante deste período é enfático: “a conclusão do Plano Municipal de Cultura”.
Há oito anos, o secretário está concebendo este projeto. Será um instrumento legal e de controle da sociedade para o cumprimento de metas de desenvolvimento cultural de caráter plurianual. A institucionalização implicará em amplo processo de consulta à sociedade, por meio dos conselhos de políticas culturais, dos colegiados setoriais da cultura (nas áreas de produção artística e de preservação) e das conferências de cultura dos entes federados: União, Estados e Municípios.
As festas populares tiveram um carinho a mais nesta gestão. “Tanto Carnaval quanto o São João foram beneficiados pela descentralização”. Destaca também que a gestão deu ênfase a todos os segmentos e evitou centrar recursos em determinados setores. “Também continuamos o que era bom como os festivais de Dança e de Teatro”, salienta que, entretanto, teve que mudar o perfil visando uma unidade e mais qualidade. Ressalta a criação do SPA, do A Letra e a Voz, Mostra de Circo e o concurso de música carnavalesca com recorde de inscritos. Resultado: mostra com orgulho o calendário cultural da cidade, cheio de atrações . “Isso é o resultado da profissionaliação do segmento”.
Sobre a reclamação da verba destinada ao setor, rebate que Recife é a segunda capital com o maior orçamento de Cultura, proporcionalmente, só perdendo para Boa Vista (RR). “Ao todo, são quase 4%”. Diz que vai tentar reverter o problema do SIC ainda nesta gestão. “O fundo está previsto em lei, mas falta ser regulamentado. Acho que deveria haver os dois modelos de patrocínio”, diz referindo-se ao bônus de captação e desembolso direto para os projetos aprovados. Correndo contra o tempo, tentará reverter os valores das cifras, ainda este ano: transformar o teto em piso e incluir novas áreas.
Até dezembro, quer ver concluído (ou boa parte dele) Complexo Turístico Cultural Recife e Olinda. “Cidades como Buenos Aires, Barcelona e Nantes tiveram êxito neste modelo com a ajuda da iniciativa privada”, sonha o secretário mostrando que boa parte das obras já foram entregues ou estão em andamento. Sobre se continua na pasta por mais quatro anos, despista: “isso é decisão exclusiva do novo prefeito”.
Matéria publicada no Jornal do Commercio do dia 12.10.2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Festuval de Música Recife
Uma nova geração de bandas nos mais variados estilos musicais será apresentada à cena musical pernambucana a partir deste mês de outubro. O Festival Música de Recife recebe, nos próximos três finais de semana, 36 grupos que vão agitar as noites da Praça do Arsenal, na parte antiga da cidadae.
A produção do evento prioriza uma programação diversificada, luz e palco com estrutura profissional, além de oferecer acesso gratuito ao público. O evento acontece a partir entre os dias 10 e 26 de outubro, sempre da sexta-feira ao sábado.
MULTIMÍDIAA seleção das bandas foi realizada por meio do material enviado ao endereço eletrônico http://www.musicarecife.com, onde constam todos os detalhes do festival. O site foi lançado no último mês de setembro com a proposta de abrigar a produção musical dos artistas que produzem música em Pernambuco.
A idéia é compor um banco de dados que sirva como referência na área, além de inscrever novos artistas e divulgar lançamentos em discos, agenda de eventos, reportagens e conteúdos multimídia.
SERVIÇO:Festival Música RecifeDias: sextas-feiras, sábados e domingos,Período: de 10 a 26 de outubro de 2008Local: Praça do Arsenal, RecifeInformações: http://www.musicarecife.com
Confira abaixo a programação do evento:
FESTIVAL MÚSICA RECIFE
De 10 a 26 de outubro, Praça do Arsenal
SEXTA-FEIRA (10/10)
20h Canivetes
21h Bande Cinè2
2h Zé Povinho
23h Zé Pilintra
SÁBADO (11/10)
21h Comunidade Azougue
22h Nuda
23h Suburbanos
24h The Playboys
DOMINGO (12/10)
17h Antiquarta
18h Relles
19h Asteróide B-612
20h The Keith
SEXTA-FEIRA (17/10)
20h Erro de Transmissão
21h Nose Tail
22h Sweet Fanny Adams
23h Profiterolis
SÁBADO (18/10) 21h Rhudia
22h Os Insites
23h AMP
24h Pocilga Deluxe
DOMINGO (19/10)
17h The Livery's
18h Martinez
19h A banda de Joseph Tourton
20h Chambaril
SEXTA-FEIRA (24/10)
20h Malvados Azuis
21h A Comuna
22h The Dead Superstars
23h Mellotrons
SÁBADO (25/10)
21h Duque de Arake
22h Ultralev
23h Electrozion
24h Júlia Says
DOMINGO (26/10)
17h Projeto Ohm
18h Pé Preto
19h Backstages
20h Vamoz!
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Com informações da assessoria
Terminam nesta sexta-feira (03) as inscrições para os grupos interessados em participar do Concurso de Agremiações Carnavalescas do Carnaval Multicultural Recife 2009, realizado pela Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) por meio da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife. O concurso será nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro de 2009, no entanto as inscrições já podem ser feitas no sexto andar do edifício-sede da PCR, sala 22, das 14h às 18h.
São 11 modalidades divididas nas categorias Grupo Especial, Grupo 1, Grupo 2 e Aspirantes e o valor dos prêmios variam de R$ 1 mil a R$ 10 mil. As modalidades são: Blocos de Pau e Corda, Clubes de Frevo, Boneco (para essa modalidade não há a categoria Grupo 2), Troças, Maracatu Baque Solto, Maracatu Baque Virado, Caboclinhos, Tribos de Índios (para essa modalidade só há Grupo1 e Aspirantes), Bois de Carnaval (não há categoria Grupo 2), Ursos (não há a categoria Grupo 2), e Escolas de Samba.
A documentação necessária para a inscrição do grupo é: originais e cópias de ata, estatuto, CNPJ e comprovante de endereço da agremiação (atualizado), além de RG, CPF e comprovante de endereço do responsável legal. Serão premiadas as campeãs e vice-campeãs de cada modalidade (exceto Aspirantes). No ato da inscrição, que é gratuita, o grupo receberá um comprovante com o regulamento.
Matéria publicada no site Folha Digital