18/12/2008
Fundarpe divulga novidades
Em 2009, não faltará espaço para a celebração da cultura pernambucana. Muitas atividades e ações culturais estão programadas para todo o Estado. Ontem à tarde, a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) divulgou o calendário cultural pernambucano para o ano que está chegando. E sobram novidades. A principal delas é a contemplação das 12 Regiões de Desenvolvimento (RDs) estadual, por meio da escolha de cidades-pólo, as quais terão uma agenda intensa e constante de eventos. Ao todo serão 89 dias de atividades, um investimento estadual na casa de R$ 12 milhões, além da geração de 15 mil postos de empregos diretos, segundo a Fundarpe.
O calendário cultural foi dividido em dois setores: os festivais e os ciclos festivos. O primeiro corresponde ao Festival Pernambuco Nação Cultural, que não mais se restringirá aos meses de junho, julho e agosto. Acontecerá o ano inteiro, recheando os municípios-pólo de espetáculos cênicos, apresentações de grupos musicais, recitais de poesia, mostra de cinema, exposições de artes plásticas e oficinas.
A programação do festival começa em março pela cidade de Goiana - com a celebração da primeira assembléia indígena do Brasil -, passa pelo já consolidado Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), em julho, em Garanhuns, e finaliza com a comemoração do aniversário de Luiz Gonzaga no mês de dezembro. No evento também está agendada as apresentações da aula-espetáculo “O Castelo, a Cadência e a Cantoria” ministrado por Ariano Suassuna e o repentista Oliveira das Panelas.
Os quatro ciclos festivos do Estado - carnavalesco, das paixões, junino e natalino - também terão atenção especial e, da mesma forma, estarão presentes nas 12 RDs. Uma das novidades para 2009 é instalação de um pólo de animação no Memorial Arcoverde, que se localiza no limite das cidades do Recife e Olinda. Durante o carnaval, além do Recife/Olinda, outras nove cidades serão sede desse ciclo festivo. No período junino, 12 municípios estarão integrados ao ciclo assim como a capital.
Diante da grande tradição do Estado, o ciclo das paixões também receberá uma atenção especial da Fundarpe, que irá garantir apoio aos espetáculos cênicos nas quatro macrorregiões do Estado: RMR, Zona da Mata, Agreste e Sertão. No Natal, os festejos acontecerão não apenas no Recife e Olinda, serão estendidos às cidades de Aliança, Caruaru e Triunfo. “O calendário cultural de Pernambuco 2009 vem se somar aos eventos já consolidados da produção independente, como mostras e festivais, além de festividades culturais e religiosas que acontecem do cais ao sertão”, destacou a presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo.
Matéria publicada na Folha de Pernambuco do dia 18.12.2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Secretaria de Cultura do Recife
SUCESSÃO
Renato L vai tirar o boné pela cultura
Publicado em 17.12.2008
Jornalista, que assume lugar de João Roberto Peixe, diz que não vai fazer gestão paternalista
Fabiana Moraes e José Teles
fmoraes@jc.com.br e teles@jc.com.br
Sim, o futuro secretário de cultura do Recife, o jornalista Renato Lins – ou simplesmente Renato L –, vai aposentar o boné. O acessório, que acompanha o rapaz há décadas, pode não casar muito bem com o obrigatório terno que o futuro gestor público irá envergar. “Vou precisar de ajuda do terapeuta”, brinca ele sobre a difícil separação. O convite para participar do governo João da Costa aconteceu no sábado (13): Renato estava em casa, em Candeias, quando recebeu o telefonema de João Roberto Peixe, atual secretário de cultura. “Para mim foi uma surpresa. Não sou filiado a nenhum partido, apesar de votar no PT desde 1989. Peixe pediu que eu desse continuidade ao trabalho que ele tem feito na secretaria”, diz. A tal continuidade, no entanto, não significa, segundo o futuro secretário, um engessamento do modelo atual de gestão. Há, reconhece ele, pontos que precisam ser analisados. “Vou aperfeiçoar o Multicultural onde ele deve ser melhorado, ampliar o acesso da população do Recife aos bens culturais. Vou mudar o que julgar necessário”, diz ele, que elogia o comando do designer João Roberto Peixe: “Me sentia representado com ele na prefeitura”.
Renato, 43 anos, admite que sua pouca proximidade em relação à máquina pública – sua experiência maior nesse setor é sua participação, durante cinco anos, no Conselho Municipal de Cultura – assusta, mas não intimida. “Coloquei isso quando fui convidado, falei que não tinha essa experiência. Mas quem não enfrenta desafio não faz nada. Vou driblar isso me cercando de uma equipe eficiente, de pessoas que sejam hábeis em suas áreas”. Um dos mentores do movimento mangue (onde era “ministro da informação”), o futuro secretário também já realizou o projeto Acorda Povo, onde levou oficinas de moda, música, reciclagem e grafite para as periferias da cidade, que também conferiam shows das bandas Nação Zumbi e Devotos.
Enquanto a própria classe artística ainda está bastante surpresa com a indicação (veja arte ao lado), Renato vai tentando deixar a ficha cair. “Foi tudo muito rápido. Acho que a indicação deve-se à minha ligação com o manguebeat, pois pensaram também em Fred Zeroquatro, que não aceitou por causa da banda”. Seu único contato com João da Costa, que assume a prefeitura do Recife no próximo dia 1º de janeiro, aconteceu durante a divulgação do novo secretariado, na segunda (15). O jornalista se reuniu com Peixe, mas mal teve contato com o organograma da pasta. Os nomes para assumir equipamentos como museus, teatros e fundações municipais também ainda não foram pensados, apesar de Renato adiantar que o ator e coordenador do Carnaval da cidade, André Brasileiro, permanece na sua função. “Não faz sentido mudar agora um processo que já foi iniciado e que vem dando certo. Vamos avaliar qualquer mudança só após o fim do próximo Carnaval”. Quanto ao comando de locais como o Museu de Arte Moderna Aluísio Magalhães (Mamam), atualmente sem um gestor após saída de Cristiana Tejo, ele é cuidadoso: “É preciso avaliar a gestão e os problemas de cada um deles para ver o que que ser mantido ou substituído”.
SEM ELITISMO
Apesar da maior proximidade com a esfera da música, Renato Lins afirma que áreas como artes visuais, cênicas, literatura e audiovisual terão visibilidade em sua gestão. “Não vou ser secretário apenas de uma área. Estou tranqüilo e as pessoas também podem ficar. Peixe é designer e não contemplou apenas esta área”, comenta.
Apesar de, claro, não ter ainda nenhum projeto definido para o futuro, o jornalista afirma que não vai adotar um postura paternalista ou elitista em relação a escolha dos produtos culturais oferecidos na cidade (principalmente na questão dos shows, ponto forte do Carnaval e do São João). O fenômeno do brega, tão forte na cidade, é um dos assuntos que ele quer incorporar ao Programa Multicultural. Falando sobre shows e público popular, ele é enfático sobre a polêmica levantada com a apresentação de Sandy e Júnior na cidade em 2004 (o show, definido pelo prefeito João Paulo como “um presente” para a cidade, custou R$ 480 mil e foi bastante criticado). “Achei um equívoco. A intenção foi boa, mas cabe ao poder público levar para um local como o Marco Zero artistas que não circulam tanto na grande mídia. Eu também acharia equivocado levar a Nação Zumbi se a banda vendesse milhões.”
Matéria publicada no Jornal do Commercio do dia 17.12.2008
Renato L vai tirar o boné pela cultura
Publicado em 17.12.2008
Jornalista, que assume lugar de João Roberto Peixe, diz que não vai fazer gestão paternalista
Fabiana Moraes e José Teles
fmoraes@jc.com.br e teles@jc.com.br
Sim, o futuro secretário de cultura do Recife, o jornalista Renato Lins – ou simplesmente Renato L –, vai aposentar o boné. O acessório, que acompanha o rapaz há décadas, pode não casar muito bem com o obrigatório terno que o futuro gestor público irá envergar. “Vou precisar de ajuda do terapeuta”, brinca ele sobre a difícil separação. O convite para participar do governo João da Costa aconteceu no sábado (13): Renato estava em casa, em Candeias, quando recebeu o telefonema de João Roberto Peixe, atual secretário de cultura. “Para mim foi uma surpresa. Não sou filiado a nenhum partido, apesar de votar no PT desde 1989. Peixe pediu que eu desse continuidade ao trabalho que ele tem feito na secretaria”, diz. A tal continuidade, no entanto, não significa, segundo o futuro secretário, um engessamento do modelo atual de gestão. Há, reconhece ele, pontos que precisam ser analisados. “Vou aperfeiçoar o Multicultural onde ele deve ser melhorado, ampliar o acesso da população do Recife aos bens culturais. Vou mudar o que julgar necessário”, diz ele, que elogia o comando do designer João Roberto Peixe: “Me sentia representado com ele na prefeitura”.
Renato, 43 anos, admite que sua pouca proximidade em relação à máquina pública – sua experiência maior nesse setor é sua participação, durante cinco anos, no Conselho Municipal de Cultura – assusta, mas não intimida. “Coloquei isso quando fui convidado, falei que não tinha essa experiência. Mas quem não enfrenta desafio não faz nada. Vou driblar isso me cercando de uma equipe eficiente, de pessoas que sejam hábeis em suas áreas”. Um dos mentores do movimento mangue (onde era “ministro da informação”), o futuro secretário também já realizou o projeto Acorda Povo, onde levou oficinas de moda, música, reciclagem e grafite para as periferias da cidade, que também conferiam shows das bandas Nação Zumbi e Devotos.
Enquanto a própria classe artística ainda está bastante surpresa com a indicação (veja arte ao lado), Renato vai tentando deixar a ficha cair. “Foi tudo muito rápido. Acho que a indicação deve-se à minha ligação com o manguebeat, pois pensaram também em Fred Zeroquatro, que não aceitou por causa da banda”. Seu único contato com João da Costa, que assume a prefeitura do Recife no próximo dia 1º de janeiro, aconteceu durante a divulgação do novo secretariado, na segunda (15). O jornalista se reuniu com Peixe, mas mal teve contato com o organograma da pasta. Os nomes para assumir equipamentos como museus, teatros e fundações municipais também ainda não foram pensados, apesar de Renato adiantar que o ator e coordenador do Carnaval da cidade, André Brasileiro, permanece na sua função. “Não faz sentido mudar agora um processo que já foi iniciado e que vem dando certo. Vamos avaliar qualquer mudança só após o fim do próximo Carnaval”. Quanto ao comando de locais como o Museu de Arte Moderna Aluísio Magalhães (Mamam), atualmente sem um gestor após saída de Cristiana Tejo, ele é cuidadoso: “É preciso avaliar a gestão e os problemas de cada um deles para ver o que que ser mantido ou substituído”.
SEM ELITISMO
Apesar da maior proximidade com a esfera da música, Renato Lins afirma que áreas como artes visuais, cênicas, literatura e audiovisual terão visibilidade em sua gestão. “Não vou ser secretário apenas de uma área. Estou tranqüilo e as pessoas também podem ficar. Peixe é designer e não contemplou apenas esta área”, comenta.
Apesar de, claro, não ter ainda nenhum projeto definido para o futuro, o jornalista afirma que não vai adotar um postura paternalista ou elitista em relação a escolha dos produtos culturais oferecidos na cidade (principalmente na questão dos shows, ponto forte do Carnaval e do São João). O fenômeno do brega, tão forte na cidade, é um dos assuntos que ele quer incorporar ao Programa Multicultural. Falando sobre shows e público popular, ele é enfático sobre a polêmica levantada com a apresentação de Sandy e Júnior na cidade em 2004 (o show, definido pelo prefeito João Paulo como “um presente” para a cidade, custou R$ 480 mil e foi bastante criticado). “Achei um equívoco. A intenção foi boa, mas cabe ao poder público levar para um local como o Marco Zero artistas que não circulam tanto na grande mídia. Eu também acharia equivocado levar a Nação Zumbi se a banda vendesse milhões.”
Matéria publicada no Jornal do Commercio do dia 17.12.2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
PONTOS DE CULTURA
Edital aprova 81 entidades
Publicado em 02.12.2008
A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e o Ministério da Cultura (MinC) anunciaram ontem os 81 grupos e entidades sediados no Estado aprovados no edital dos Pontos de Cultura. São 40 entidades do interior e 41 da Região Metropolitana do Recife, que terão direto a um repasse financeiro de até R$ 180 mil reais, em três parcelas anuais, para a manutenção das atividades, totalizando um investimento de R$ 21,6 milhões – dois terços oriundos da União e um terço do Estado.
O objetivo do 1º Concurso de Seleção para a Implementação de Pontos de Cultura do Estado é descentralizar as ações do programa Mais Cultura, do Governo Federal, com a criação de 120 Pontos de Cultura em todas as Regiões de Desenvolvimento de Pernambuco. O concurso teve 150 inscritos. Como 39 das vagas previstas não foram preenchidas porque os candidatos não cumpriram com todos os requisitos, um novo edital será realizado em 2009, do qual poderam concorrer entidades que não foram contempladas desta vez.
A presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo, comemorou o fato de quase 50% dos aprovados serem do interior do Estado e atribui esse resultado aos programas de capacitação realizado pelo órgão. “É de extrema importância que a política pública de cultura chegue ao interior. Em contrapartida, os contemplados ministrarão aulas-espetáculos em programação a ser definida pela Fundarpe, integrando uma Rede de Pontos de Cultura a ser gerido pela entidade pernambucana”, disse Luciana.
Para analisar todas as propostas inscritas no concurso, a Fundarpe designou uma comissão formada por 12 membros, entre representantes do Poder Público e da sociedade civil.
A segunda região a ter mais entidades aprovadas foi o Agreste, com 15 novos pontos de cultura (7 no Agreste Central, 6 no Agreste Meridional e 2 no Agreste Setentrional). No Sertão, 14 entidades passarão a receber o incentivo e na Zona da Mata, haverá 11 novos pontos.
Dos grupos selecionados, 55 trabalham com temáticas sócio-culturais, 11 grupos são ligados a matrizes africanas, 6 entidades trabalham junto a comunidades quilombolas e 4 com indígenas. Outros 5 têm temática artesanal.
Matéria publicada no Jornal do Commercio do dia 02.12.2008
Publicado em 02.12.2008
A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e o Ministério da Cultura (MinC) anunciaram ontem os 81 grupos e entidades sediados no Estado aprovados no edital dos Pontos de Cultura. São 40 entidades do interior e 41 da Região Metropolitana do Recife, que terão direto a um repasse financeiro de até R$ 180 mil reais, em três parcelas anuais, para a manutenção das atividades, totalizando um investimento de R$ 21,6 milhões – dois terços oriundos da União e um terço do Estado.
O objetivo do 1º Concurso de Seleção para a Implementação de Pontos de Cultura do Estado é descentralizar as ações do programa Mais Cultura, do Governo Federal, com a criação de 120 Pontos de Cultura em todas as Regiões de Desenvolvimento de Pernambuco. O concurso teve 150 inscritos. Como 39 das vagas previstas não foram preenchidas porque os candidatos não cumpriram com todos os requisitos, um novo edital será realizado em 2009, do qual poderam concorrer entidades que não foram contempladas desta vez.
A presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo, comemorou o fato de quase 50% dos aprovados serem do interior do Estado e atribui esse resultado aos programas de capacitação realizado pelo órgão. “É de extrema importância que a política pública de cultura chegue ao interior. Em contrapartida, os contemplados ministrarão aulas-espetáculos em programação a ser definida pela Fundarpe, integrando uma Rede de Pontos de Cultura a ser gerido pela entidade pernambucana”, disse Luciana.
Para analisar todas as propostas inscritas no concurso, a Fundarpe designou uma comissão formada por 12 membros, entre representantes do Poder Público e da sociedade civil.
A segunda região a ter mais entidades aprovadas foi o Agreste, com 15 novos pontos de cultura (7 no Agreste Central, 6 no Agreste Meridional e 2 no Agreste Setentrional). No Sertão, 14 entidades passarão a receber o incentivo e na Zona da Mata, haverá 11 novos pontos.
Dos grupos selecionados, 55 trabalham com temáticas sócio-culturais, 11 grupos são ligados a matrizes africanas, 6 entidades trabalham junto a comunidades quilombolas e 4 com indígenas. Outros 5 têm temática artesanal.
Matéria publicada no Jornal do Commercio do dia 02.12.2008
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Vídeo
Democracia digital
Festival de Vídeo de Pernambuco, que começa hoje no Teatro do Parque, procura se adaptar às novas tecnologias
Júlio Cavani // Diario
juliocavani.pe@diariosassociados.com.br
Em sua décima edição, o Festival de Vídeo de Pernambuco encontra-se em um momento de redefinição. Quando a mostra começou, em 1998, os trabalhos ainda eram entregues em fitas VHS. Dez anos depois, as tecnologias digitais promovem uma revolução que faz a produção local se multiplicar em vários aspectos. O evento continua o mesmo, sem grandes mudanças no formato geral, mas o contexto do setor audiovisual mudou completamente.
Voltage . Foto: William Paiva/DivulgaçãoA popularização das câmeras de vídeo digital fez muita gente começar a filmar, pois tudo ficou mais fácil, principalmente a edição, que hoje em dia pode ser feita em qualquer computador ou laptop, sem a necessidade de ilhas fechadas cobertas de equipamentos. As câmeras de filmagem também invadiram o cotidiano.Faculdades e cursos de cinema, que há dez anos praticamente não existiam em Pernambuco, também têm se multiplicado. Os selos dessas instituições aparecem em vários dos curtas selecionados este ano. Isso produz uma saframais jovem, cheia de nomes desconhecidos que podem surpreender. A democratização também é visível na programação deste ano. Um dos concorrentes na categoria de documentários foi produzido pelos índios da tribo Xucuru, que, a exemplo de outros povos indígenas, transformaram o vídeo em instrumento de luta política. A edição 2008 traz, ainda, um incremento na participação de videastas do interior, originários de cidades como Petrolina, Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Gravatá e Limoeiro.No caso específico da categoria de videoclipes, a mudança se deu principalmente nas formas de veiculação. Os vídeos musicais, agora, são produzidos para serem exibidos principalmente na internet, pois as redes de televisão estão cada vez mais distantes, enquanto a rede virtual se mostra um caminho aberto, prático, acessível e gratuito. Neste ano, inclusive, todos os curtas do Festival de Vídeo de Pernambuco podem ser assistidos no endereço www.nacaocultural.pe.gov.br.A não ser nos casos de exercício estético, o padrão técnico deimagem também foi elevado. Câmeras com definição visual comparável a dos filmes de película já são uma realidade gradativamente acessível. Isso amplia o alcance dos curtas, que podem chegar aos maiores festivais do mundo (quase todos já abertos às projeções digitais) sem a necessidade de maiores estruturas financeiras.O Festival de Vídeo de Pernambuco atualmente tem cinco categorias: documentário, ficção, experimental, animação e videoclipe. O vencedor de cada uma recebe um prêmio de R$ 3,5 mil. O segundo lugar ganha R$ 2,5 mil e o terceiro tem direito a R$ 1,5 mil. Os 65 trabalhos da programação foram escolhidos entre 140 inscritos (o maior número de todas as edições), avaliados por uma comissão formada por críticos de cinema, representantes de entidades e profissionais de audiovisual. As sessões ocorrem hoje, amanhã e quarta, no Teatro do Parque, com início às 17h.
Matéria publicada no Diario de Pernambuco do dia 01.12.2008
Festival de Vídeo de Pernambuco, que começa hoje no Teatro do Parque, procura se adaptar às novas tecnologias
Júlio Cavani // Diario
juliocavani.pe@diariosassociados.com.br
Em sua décima edição, o Festival de Vídeo de Pernambuco encontra-se em um momento de redefinição. Quando a mostra começou, em 1998, os trabalhos ainda eram entregues em fitas VHS. Dez anos depois, as tecnologias digitais promovem uma revolução que faz a produção local se multiplicar em vários aspectos. O evento continua o mesmo, sem grandes mudanças no formato geral, mas o contexto do setor audiovisual mudou completamente.
Voltage . Foto: William Paiva/DivulgaçãoA popularização das câmeras de vídeo digital fez muita gente começar a filmar, pois tudo ficou mais fácil, principalmente a edição, que hoje em dia pode ser feita em qualquer computador ou laptop, sem a necessidade de ilhas fechadas cobertas de equipamentos. As câmeras de filmagem também invadiram o cotidiano.Faculdades e cursos de cinema, que há dez anos praticamente não existiam em Pernambuco, também têm se multiplicado. Os selos dessas instituições aparecem em vários dos curtas selecionados este ano. Isso produz uma saframais jovem, cheia de nomes desconhecidos que podem surpreender. A democratização também é visível na programação deste ano. Um dos concorrentes na categoria de documentários foi produzido pelos índios da tribo Xucuru, que, a exemplo de outros povos indígenas, transformaram o vídeo em instrumento de luta política. A edição 2008 traz, ainda, um incremento na participação de videastas do interior, originários de cidades como Petrolina, Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Gravatá e Limoeiro.No caso específico da categoria de videoclipes, a mudança se deu principalmente nas formas de veiculação. Os vídeos musicais, agora, são produzidos para serem exibidos principalmente na internet, pois as redes de televisão estão cada vez mais distantes, enquanto a rede virtual se mostra um caminho aberto, prático, acessível e gratuito. Neste ano, inclusive, todos os curtas do Festival de Vídeo de Pernambuco podem ser assistidos no endereço www.nacaocultural.pe.gov.br.A não ser nos casos de exercício estético, o padrão técnico deimagem também foi elevado. Câmeras com definição visual comparável a dos filmes de película já são uma realidade gradativamente acessível. Isso amplia o alcance dos curtas, que podem chegar aos maiores festivais do mundo (quase todos já abertos às projeções digitais) sem a necessidade de maiores estruturas financeiras.O Festival de Vídeo de Pernambuco atualmente tem cinco categorias: documentário, ficção, experimental, animação e videoclipe. O vencedor de cada uma recebe um prêmio de R$ 3,5 mil. O segundo lugar ganha R$ 2,5 mil e o terceiro tem direito a R$ 1,5 mil. Os 65 trabalhos da programação foram escolhidos entre 140 inscritos (o maior número de todas as edições), avaliados por uma comissão formada por críticos de cinema, representantes de entidades e profissionais de audiovisual. As sessões ocorrem hoje, amanhã e quarta, no Teatro do Parque, com início às 17h.
Matéria publicada no Diario de Pernambuco do dia 01.12.2008
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